Modernização Elétrica
Atualizado: 24 de mai. de 2019
Reforma de instalações elétricas é essencial para prevenção de incêndios, choques e queima de equipamentos
As novas tecnologias tem influência direta na sobrecarga de sistemas elétricos antigos. A instalação presente em casas e apartamentos não previa, na época da execução, a carga necessária que tantos aparelhos e equipamentos fossem conectados. Antes as salas de estar contavam com apenas uma TV. Hoje, existem home theater, ar condicionado, computadores e muita iluminação.

A cozinha e a área de serviços também mudaram bastante, elevando a demanda elétrica ao longo dos anos. Equipamentos que não existiam antes, como secadoras, panelas elétricas, grills, fornos, microondas, entre outros, fazem com que a quantidade de tomadas disponíveis seja cada vez menor, obrigando o usuário a ligar vários equipamentos em uma mesma tomada, gerando super aquecimento do circuito.
Além da sobrecarga, é muito comum que os circuitos sejam integrados em edificações mais antigas, gerando perda de energia. O tipo de fio também conta na avaliação de segurança do sistema. Nas instalações antigas é comum a presença de fios rígidos, que não são mais permitidos nas normas atuais, além da falta de dimensionamento correto.

De forma geral, a vida útil de um sistema elétrico em condições ideais de utilização chega a aproximadamente vinte anos. Essa estimativa pode variar em função do perfil de consumo elétrico da casa, por isso é recomendado realizar avaliações e manutenção quando houver qualquer sinal de desgaste.
Soluções elétricas
As tomadas modernas de três pinos exigem aterramento da rede elétrica, muitas vezes ausente em instalações mais antigas. Esse recurso é responsável por evitar choques e proteger os equipamentos. Para sanar esse problema, a reforma deve incluir interruptores diferenciais residuais que detectam fugas de corrente dos condutores, desarmando o disjuntor e evitando acidentes.
A primeira medida é a avaliação do quadro de disjuntores e barramentos. A partir da avaliação será feito o planejamento dos circuitos independentes, de acordo com a demanda de energia da casa. O dimensionamento deve levar em conta a carga dos equipamentos instalados, quantidade de circuitos nos eletrodutos e a distância entre o painel de alimentação e a carga, entre outros aspectos.
Outra medida de segurança é a previsão de demanda futura da edificação. Para isso, o proprietário deve planejar se haverá algum aumento no consumo de energia a longo prazo, uma estimativa para garantir a proteção adequada ao sistema, suportando demandas maiores do que as atuais, evitando reformas e adaptações futuras. Pode-se aumentar o consumo sem dores de cabeça com sobrecarga e desligamento.
Feita com base na norma NBR 5410, que rege instalações elétricas de baixa tensão, a reforma elétrica deve garantir não só a segurança dos circuitos, mas também maior eficiência energética na casa. Entre os pontos a serem atualizados estão medidas simples, como utilização de luminárias de LED mais modernas, mais eficientes e que diminuem a corrente elétrica no circuito, gerando maior economia, por exemplo.
Um projeto elétrico para atender as normas e seguir os padrões de execução deve ser feito sempre por engenheiro ou arquiteto mediante ART. Entre em contato para um diagnóstico da instalação elétrica da sua residência.




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